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Após um ano de seu lançamento,
Disco marca "reapaixonamento" pelo Evanescence

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Quando amor e trabalho se unem

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Na trilha do passado, outubro de 2003
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11 de agosto de 2012

Coluna: E se... fosse eletrônico?

65 comentários

A capacidade de inovar, de amadurecer, e também de manter a qualidade do som, são atributos que qualquer banda que queira ter seu trabalho reconhecido e recompensado deve possuir. 


EXPECTATIVAS PARA O FUTURO
Vislumbrando os possíveis direcionamentos

O Evanescence é considerado um dos maiores nomes do rock mundial desde a década de 2000 graças ao atendimento a esses requisitos. 

Contudo, ao conceber seu último trabalho, muitos afirmaram que já não é o bastante para o conjunto simplesmente crescer dentro dos limites da proposta de seu som, é preciso romper esses limites, pois o cenário do rock está decaído nos dias atuais.



NOVOS HORIZONTES
Seria essa a intenção de Amy Lee com o álbum eletrônico de 2010?

Muitos fãs fazem essa pergunta e muitos também automaticamente dão a resposta “sim” a ela. Porém, as coisas não são tão redutíveis assim. A própria Amy Lee admitiu estar dando uma direção que nada tinha a ver com tudo que a banda já fez, e isso poderia gerar consequências não muito positivas para ambos os lados: para a gravadora, que fornece suporte financeiro e de divulgação para eles, e para o Evanescence em si, que poderia perder o público que vinha cativando, além de incorrer em críticas que poderiam abalar sua reputação no cenário musical, o que seria um desastre, ainda mais depois de tanto tempo sem material novo lançado. Toda banda tem um núcleo sonoro, uma essência, que mesmo diante das mudanças em alguns elementos do som, se mantêm inalterados.

No caso do Evanescence, esse núcleo, essa essência, é o rock. O que Amy vinha fazendo nas sessões de gravação com Steve Lillywhite foi atestado como sendo para uma carreira solo não só por ela e pela gravadora, mas também pelos outros integrantes. Pelos trechos disponibilizados, já dava para ouvir que não havia rock naquelas músicas. Ela mesma já havia avisado que haveria menos guitarra, ou seja, isso não era uma mudança, rompimento de limites do som, mas deturpação do núcleo do som! É como se de repente, o Metallica dissesse que gravaria um álbum de pop rock, ou seja, é acabar com a proposta do projeto musical!


INFLUÊNCIAS
Músicas que registram o novo caminho

As influências que Amy Lee dizia ter naquela época em muito pouco ou em praticamente nada se ligam ao som do Evanescence: Portishead, Massive Attack, MGMT, Depeche Mode, M.I.A, etc. Não que seja dubitável a qualidade da obra vindoura naquele tempo (até porque não ouvimos nada além de trechos), mas sim de compatibilidade com o propósito da banda.

Tudo bem, temos Evanescence hoje, que não deixa de ser uma evolução, mas nada a ponto de romper limites, mas prestemos atenção: ali podem estar os prenúncios do que pode vir! Amy ainda se sente impulsionada a dar vazão a seu desejo latente de compor um som mais sintético. Nos concertos do grupo, Made of Stone e Sick tiveram acrescidas introduções eletrônicas com sonoridade atmosférica e envolvente, ambas trabalhadas no sintetizador e teclado, se encaixando perfeitamente às guitarras mais fortes das faixas. Outra é Oceans, que ao vivo toma uma potência incrível, cheia de sintetizadores fundidos às notas de guitarra que remetem ao rock/metal industrial.

OCEANS- EVANESCENCE

CONCLUSÃO

E em várias músicas do último trabalho há uma carga bem explícita de elementos eletrônicos. Partindo dessas pistas que o terceiro álbum nos dá, podemos imaginar uma linha de som menos orgânica que não distorceria o núcleo sonoro do Evanescence. Talvez algumas linhas vocais que remetam ao new age em algumas faixas (Amy já disse ser fã de Enya, e a introdução do show do festival Maquinária de 2009 soa bem entoada nesse estilo.


Guitarras eletrônicas fundidas às guitarras normais tão ou mais trabalhadas que as em Evanescence; baixo mais pronunciado (esse ainda é um ponto fraco na banda); bateria eletrônica alternada com a bateria na mesma qualidade e com a mesma presença de agora; e muitas ambientações sintéticas com diferentes elementos eletrônicos, que dariam um clima inebriante de prazer sonoro ao ouvir tudo isso reunido. Isso romperia os limites da proposta do conjunto, definitivamente.

Ante o exposto, para aqueles que gostaram da ideia de se fazer um álbum com instrumentação menos orgânica em 2010, eu finalizo este dossiê compartilhando algumas músicas da banda Alphaville, dona de uma carreira de sucesso nos anos 80 e 90 com hits como Forever Young, Big In Japan, Sounds Like a Melody e outras, e que é uma das poucas bandas que acho que sabem explorar muito bem esse lado, pois muito antes dos conjuntos hodiernos tentarem "brincar" com o sintetizador, ela já fazia um som super bem trabalhado e orientado para o futuro, isso em plena década de 80.


MYSTERION
Aborda a utopia do homem em desvendar os mistérios do universo, a morada do Ser Superior:

CRAZYSHOW
Bem obscura, aborda a vida como "um show louco ":

MONTEGO BAY
Também obscura, fala sobre uma rota de navegação perdida na neblina, cujos navegantes sonhavam em chegar à baía de Montego (Jamaica):

JERUSALEM
Um dos maiores clássicos do Alphaville, é bem futurista (mesmo tendo sido composta nos anos 80), aborda o lance da "Terra Prometida" da Bíblia, mas numa perspectiva futura:

SAVE TEMPELHOF
Toda trabalhada no sintetizador, super futurista, é a mais atual:

Cosmopolitician
Fala sobre alguém capaz de atravessar vários mundos, ver várias épocas, um cosmopolita universal, sem religião, sem bandeira, nem anjo nem demônio:

I DIE FOR YOU TODAY
Essa é a mais pop de todas essas, foi um estouro nas rádios europeias no final de 2010 e início de 2011, tem até videoclipe, mas por questões de disputa com a Universal Music, o vídeo foi embargado:


O que seria se o Evanescence seguisse a linha de atmosferização dessas canções e a fundisse ao rock?

Rafael Cevidanes, 26 anos, reside na cidade de Ipatinga, Região Metropolitana do Vale do Aço, leste de Minas Gerais. Exerce a função de Técnico de suporte administrativo na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais - JUCEMG e é acadêmico de Bacharel em Direito.
(Todos os direitos reservados aos autores e EvRockBrasil)


23 de dezembro de 2011

Para Amy, está na hora de mostrar o álbum ao mundo

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Scans e tradução da entrevista feita com Amy Lee à revista Revolt In Style. Na entrevista, processo de gravação, músicas favoritas e turnê são um dos assuntos abordados.

É muito raro eu fazer uma entrevista com alguém que eu realmente respeito e admiro, não apenas como um artista e um cantor, agora falando com ela, como uma pessoa. Eu fui fã de Evanescence por um tempo. Agora, então tive a chance de falar com a vocalista Amy Lee, eu tenho que dizer que fiquei um pouco mais feliz. Entrevistar alguém cuja música você conhece e gosta, é ótimo, mas ouvir a emoção e o verdadeiro amor para a música que ela e a banda criaram.
Eu tenho que começar dizendo como estou animado para conversar com você. Você é um dos meus artistas favoritos e provavelmente uma das melhores vozes femininas que eu já ouvi.

Incrível, isso significa que você terá perguntas reais para mim, sem pressão.

Sim, eu tenho algumas perguntas reais para você. Qual sua comida favorita? Haha, estou brincando. Vamos começar. Já fazem 5 anos, como é a sensação de finalmente conseguir terminar este álbum?

Bom! Estamos em um bom lugar agora. Nós trabalhamos muito no álbum por muito tempo. Trabalhei pouco a pouco por um bom tempo. Mas nós, como uma banda, gastamos dois anos inteiros. Nossa! Já faz muito tempo mesmo. É muito legal ouvir as músicas, mas é assustador e emocionante saber que não haverá mais mudanças. Estamos muito orgulhosos do álbum.
Eu estava ouvindo o álbum e estou muito impressionado.

Você fez muito sucesso com ‘Fallen’ e com o espaço de tempo entre os álbuns; você acha que é dificil fazer um próximo álbum?

Nós fizemos muito sucesso com ‘Fallen’; muitas pessoas gostaram dele. Então, para mim a coisa mais importante foi a credibilidade. Para ter certeza de que o próximo álbum foi ainda melhor em um nível artístico. Eu sinto como fossemos abençoados e tão sortudos com o sucesso que tínhamos, porque a nossa música é muito diferente da que está no mainstream. É tão legal, temos muitos fãs, agora que eles estão surgindo. Em todo o mundo, os fãs estão tão animados, e eles se lembram de quem somos. Isso significa muito para mim.

Então, quando você entrou em hiato em 2007, você tinha afirmado que “você precisava entrar no espaço criativo certo”. O que aconteceu entre agora e depois que lhe permitiu lançar um novo álbum?

Para mim, eu não tinha um plano para o próximo álbum; eu nem pensava em fazer outro. Minha vida girava em torno do Evanescence desde de quando eu era adolescente, nessa época, tinhamos terminado a turnê do The Open Door em 2007, eu precisava muito fugir e me encontrar, como Amy de novo. Eu tinha acabado de se casar naquele ano e eu queria passar o tempo com meu marido. Então foi muito legal apenas viver a minha vida como adulto. Nós vivemos em Nova York, em um lugar incrível cheio de cultura e música. Nós realmente “vivemos” por um tempo e eu acho que isso é exatamente o tipo de coisa que “te coloca no espaço criativo certo.” Sendo capaz de ter tempo e ter a liberdade para ir descobrir que você é como uma pessoa com um todo, com ou sem a banda. Isso foi muito bom para mim. O que é realmente legal sobre isso agora, depois deste álbum é que eu percebi o quanto eu amo a banda. Não porque eu precisava disso, não por causa do tempo, porque é uma grande parte do meu coração e não estava terminada com isso. Estou pronta para entrar em turnê.
Em 2010, você deveria lançar este álbum, então você teve um desacordo com o produtor Steve Lillywhite, você afirmou que “Steve não era o ajuste certo.”

Como foi trabalhar com Nick Raskulinecz (que também produziiu Alice in Chains e Foo Fighters), fez diferença?

Nick era perfeito. Ele entendia a nossa visão. Nós tínhamos o corpo de trabalho, então dissemos “ok, é isso e temos muitas músicas, então vamos encontrar o produtor certo.” Eu lembro que eu tinha uma lista de alguns produtores. Então eu decidi ir e se encontrar com Nick primeiro em Nashville. Eu levei uma demo para ele. Eu realmente senti que ele sabia o que eu queria, mesmo que não gravamos nada como isso ainda. Isso faz sentido? Parecia que ele conhecia o Evanescence e ele poderia ver onde nós queríamos chegar. Eu sabia que ele seria o cara que nos levaria onde nós queríamos. Ele foi realmente desafiador. Todo o processo era sobre sair da minha zona de conforto e tentar novas coisas. Quando Nick falou sobre “nosso processo”, ele falou sobre nos colocar em uma sala e não confiar em qualquer produção. Ele gosta de ter a banda sentada em círculo e trabalhando nas músicas, mudando os arranjos. Todo mundo foi capaz de se exibir. Tenho sorte de ter uma banda cheia de ótimos músicos e funcionou. Acho que isso fez o álbum ficar mais forte e nos fez uma banda muito mais forte.

Uma das minhas músicas favoritas do álbum é ‘Lost in Paradise’, você poderia me contar sobre a música e quais são as músicas que você está mais orgulhosa?

Eu também gosto dessa música. Eu não esperava que tornaria uma música assim. Originalmente era lenta, apenas a minha voz e o piano. Eu escrevi muito sozinha, então eu tenho um monte de demos que gravei no meu iTunes. Eu nunca esperei gravar ‘Lost in Paradise’, não deveria ser uma música do Evanescence. Era muito crua e natural. Mas, eu acho que às vezes esses sãos os melhores momentos, quando você não está tentando fazer nada e apenas acontece por conta própria. Eu só continuei ouvindo ela porque eu gostei dela. Quando fomos para o estágio da pré-produção em Nashville, eu me lembro de pensar que eu tinha que mostrá-la para o Nick. Eu pensei, ‘Hey escute essa, eu gosto muito dessa música. Eu sei que temos muitas baladas’, que estávamos trabalhando muito na época. Ele ouviu a música e disse, ‘nós temos que gravar essa música, mas acho que a banda deveria entrar em cena’. Então gravamos ela, foi mágico. O Nick a trouxe para um novo nível. Essa é definitivamente uma das minhas músicas favoritas do álbum.

Então quais são as outras?

Eu gosto muito de ‘Never Go Back’.

Isso é engraçado, é a segunda no meu teste pós-parto.

Incrível, então você é alguém que gosta dos extremos também. Uma das coisas principais que amo sobre música é o seu contraste e extremos. Acho que ‘Never Go Back’ é um ótimo exemplo disso, é grande e épica e eu amo isso. Não posso evitar, sou dramática e você está ouvindo o som da banda. Na verdade, escrevi sobre o Japão. Quando o tsunami e terremotos estavam acontecendo, nós estávamos assistindo na TV enquanto estávamos escrevendo as letras e percebi no meio do caminho que eu estava escrevendo sobre isso, então fui em frente e deixei acontecer, porque isso que estava no meu coração naquela época. Então é só papo furado e isso não é sobre as “MINHAS” experiências.

Incrível, agora ‘Sick’ é outra que se destacou para mim. Me conte sobre ela.

Eu gosto muito dessa. Essa foi a primeira que escrevemos com Will, o nosso baterista. Foi a primeira vez que nos reunimos como uma banda para escrever. Você nunca sabe se isso irá funcionar e funcionou totalmente. Éramos capazes de ir em uma sala e tocar. Nós começamos vindo com algumas ideias legais. Eu lembro quando nós viemos com essa música, estávamos em um estúdio em Orlando, e logo que terminamos, gravamos uma demo. Nós estávamos escutando ela no nosso carro gritando: “Sim, estamos de volta! Estamos fazendo isso!”

Seu talento incrível e sua voz poderosa influenciam vários artistas novos. Quem foi a sua influência?

Björk sempre foi a número um. Eu a amo, eu tenho todos os álbuns dela e ela é uma grande influência para mim. Ela é incrivelmente corajosa musicalmente. Ela é realmente uma artista e ela tem uma voz incrivelmente poderosa. Tori Amos e Nine Inch Nails também são grandes influências para mim. Depeche Mode, Tears for Fears, oh e Michael Jackson, e Portishead. Hm, eu estou tentando pensar, Soundgarden e Nirvana também. Basicamente, eu gosto do Grunge dos anos 90 e da Era Alternativa. Eu sinto falta disso. Existem vários artistas bons agora, mas você realmente precisa caçá-los. Eu realmente gosto da M.I.A. Ela é super poderosa.

Quais são os planos do Evanescence para o futuro?

Nós estamos apenas focados nesse álbum e focados em tocá-lo ao vivo. É nisso que estamos obcecados. É hora de mostrá-lo para o mundo!

Créditos: @Amy_LeeBrasil

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