Pegar um caminho sem volta. Este foi, por muito tempo, o destino daqueles que se aventuraram a modificar o próprio corpo através de processo de dermopigmentação. A prática, que início há anos como forma de diferenciar uma cultura e tribo da outra, foi cultivada e anos mais tarde teve uma nova leitura por parte das pessoas. Tatuagem. Amada por uns, odiado por outros. Pintar o seu próprio corpo, através de processos que podem ser dolorosos. Com qual objetivo? Cultuar uma banda, demonstrar o seu amor por aquele ídolo.
A TATUAGEM
MOTIVOS
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| Psicóloga: Selma Pugliesi Contato: psicoclini27@hotmail.com |
Para a especialista em psicologia e análise de comportamento Selma Pugliese, que também é fã de Evanescence, este ato vai além de um gosto musical e que atinge a mais alta hierarquia da admiração: a identificação com a banda e seus integrantes. “E Não é só isso” defende a especialista ao responder a nossa pergunta feita acima:
A admiração não está focada apenas com as pessoas envolvidas, no caso integrantes da banda, mas também com a simbologia que o conjunto traz.
A ideologia, postura diante da vida e valores cultuados, estes sim são os destaques que levam uma pessoa a querer marcar seu corpo com algo que a identifique
Falando em uma linguagem bem psicanalítica, eu projeto no outro o que tenho em mim. Acrescentando Jung: Eu projeto a minha sombra (aspectos da alma que me são desconhecidos e não integrados ao eu. Mas aí fica complicado entender em uma simples resposta como neste espaço...)
A ideologia, postura diante da vida e valores cultuados, estes sim são os destaques que levam uma pessoa a querer marcar seu corpo com algo que a identifique
Falando em uma linguagem bem psicanalítica, eu projeto no outro o que tenho em mim. Acrescentando Jung: Eu projeto a minha sombra (aspectos da alma que me são desconhecidos e não integrados ao eu. Mas aí fica complicado entender em uma simples resposta como neste espaço...)
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| Fã brasileiro faz tatuagem em homenagem a Amy |
“Eu projeto a minha sombra – aspectos da alma que me são desconhecidos e não integrados – ao meu ser”.
Carl Gustav Jung (Kesswil, 26 de julho de 1875 — Küsnacht, 6 de junho de 1961) foi um psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana. Leia mais: WikipediaGOSTO x PRECONCEITO
A polêmica vai além. Adorado pelos jovens e o terror dos pais, a tatuagem representou no início do século XXI o marco da rebeldia. Se hoje as famosas tattos são vistas com um olhar mais ameno, antes eram alvos de pré-conceitos estabelecidos onde quem dispunha de arte no corpo, não deveria ser boa pessoa.
A “briga” foi comprada pelos músicos americanos, principalmente pelos representantes do metal e do rock, que difundiram a arte pelo mundo e mistificaram o pré-conceito estabelecido. Atualmente, aliás, a tatuagem quando se diz respeito a bandas musicais não é mais de exclusividade de artistas de rock, sendo possível encontrar pessoas que tatuaram, por exemplo, homenagens à cantoras de axé, como Ivete Sangalo.
Embora não tenha mais a visão deturpada do início do século, as tatuagens ainda preocupam as pessoas. Não são poucos aqueles que temem fazer a tatuagem e serem desclassificados em processo de análise para conseguir uma vaga de emprego. O medo é compartilhado por mães de jovens. É o caso de Maria Aparecida Guedes, mãe de três jovens adolescentes e com opinião forte formada “Enquanto eles morarem comigo, mesmo sendo maiores de idade, não vão fazer tatuagem”.
Para Dona Maria, assim como tantas outras mães espalhadas pelo mundo, há a preocupação com os seus filhos. Segundo ela, embora atualmente seja fácil retirar uma tatuagem, este não é um processo barato e – muito menos – aconselhável.
“Agora ficou tudo mais fácil. Você vai lá, marca seu corpo e depois de pouco tempo descobre que não quer. Apaga, ou faz outra por cima. Depois mais um tempo e assim vai. Não pode”.
A preocupação de Dona Maria tem embasamento. Ao fazer a tatuagem de admiração por uma banda, o tatuado corre o risco de sua banda preferida acabar e em sua pele continuará marcada. Contudo, do outro lado da mesa, a especialista Selma dá o outro ponto diante de nossa outra pergunta.
CASO UM DIA A BANDA OU ÍDOLO DEIXAM DE EXISTIR, ISSO PODE PREJUDICAR E MUITO O EGO DESSE FÃ?
Não diria que se um dia a banda acabasse, necessariamente, haveria uma desintegração do ego daquele que tem tatuado o nome da banda ou ídolo, a não ser em casos patológicos e isso é uma outra história que também não caberia desenvolver aqui em função da complexidade do assunto...
Identificar-se com a banda ou com um ídolo é saudável, porém perder ou confundir-se, assumindo uma outra identidade...isso é delicado. Precisa de ajuda terapêutica.
Identificar-se com a banda ou com um ídolo é saudável, porém perder ou confundir-se, assumindo uma outra identidade...isso é delicado. Precisa de ajuda terapêutica.
GALERIA
Confira abaixo algumas fotos enviadas por fãs de Evanescence ao nosso edital. A maioria preferem o símbolo da banda criada na era do álbum The Open Door, mas nem por isso alguns deixaram se tatuar com o rosto de Amy Lee ou músicas do Evanescence.























CONCLUSÃO
Paixão à flor da pele. O amor que vai além de escutar as músicas e admirar os integrantes. Talvez seja esta a emoção que mova os fãs a ostentarem a forma mais simples e direta de mostrar ao mundo os seus sentimentos. A pedido do EvRockBr, algumas dessas pessoas – que amam e não tem medo de demonstrar e estampar este amor – enviaram algumas imagens de suas tatuagens sobre o Evanescence, as quais você pode conferir nesta matéria.
Elaboração: Diego Piovesan












































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