"Uma das minhas babás me apresentou ao Metallica e me ensinou a fumar" - Ben Moody
Deste o princípio, Moody estabeleceu a reputação de ser o tipo na banda que trabalha duro e, também, aquele que mais se diverte ,uma combinação que provou sair cara, quando desmaiou no palco, numa data em que o Evanescence abriria o show do Metallica, na Alemanha.
“Eu estava exagerando na diversão, oque não tem nada de mais , se em seguida você pudesse dormir à vontade. Mas na Europa, com todo o trabalho de Mídia a fazer, shows etc., eu era a primeira pessoa a descer à portaria do hotel, todos os dias. Com isso, eu estava dormindo, talvez, três horas por noite.”

“Quando começamos a compor juntos, não dávamos a mínima se alguém iria gostar ou não gostar de nossas músicas, queríamos escrever canções que jamais quiséssemos parar de ouvir” - Ben Moody
A banda foi forçada a cancelar vários shows enquanto Moody voltava para casa para recuperar. Hoje ele admite que a experiência o fez ficar mais sábio “a longo prazo, você tem de se cuidar, e eu não estava fazendo isso, acho. Foi uma lição difícil a que aprendi, mas não foi assim tão má .Estou esperando pela próxima turnê, quando terei um colapso nervoso”, diz, rindo muito
É verdade que você é fanático por heavy metal? Cite alguns de seus “heróis da guitarra”
Ben Moody – Os maiores são Kirk Hammett e Zakk Wylde , além de Rudy Schenker, dos Scorpions. Eu era o maior fã de Metallica. Uma das minhas babás me apresentou ao Metallica e me ensinou a fumar. Eu tinha, sei lá, uns 8 ou 9 anos, e ela ficava tocando “Enter Sandman” para mim. Eu dizia: “Essa é a coisa mais legal que existe!”. E ela respondia: “Não, você tem que ouvir o material antigo deles!”
Você deve ter adorado tocar com o Metallica na Europa.
Ben Moody – Oh, foi demais! Kirk ficava dando voltas voltas perto de mim durante nossa apresentação , acho que foram os momentos mais nervosos que já passei em toda minha vida. Eu dizia para mim mesmo “Vamos, agora, toque um solo, toque algo legal!”. Eu começava a tocar e ficava com aquela impressão “Ai, droga, estou roubando o cara! Estou tocando um dos riffs de Kirk!”
Para um fã do metal, você foi até econômico com os solos em Fallen.
Ben Moody – Bem, não queria exagerar . Não queria aparecer como um metaleiro qualquer .Ao vivo, sou mais indulgente com meu trabalho, mas essa atitude não é apropriada para as gravações , por que tem mais aquele lance eletrônico e menos guitarra
Uma vez que você e Amy foram namorados, foi complicado conservar um parceria criativa?
Ben Moody – Sim, mas não do modo como se imagina. Não ficávamos um do lado do outro nos sentindo ciumentos, mas de vez em quando rolava uma coisa assim “Caramba estou cansado de você – já estamos há sete anos juntos e gostaria de ficar do lado de outra pessoa!” passamos a ter mais uma relação de irmãos, havia alguma irritação, alguma briga, mas no final do dia conseguíamos produzir boa música juntos.
O grupo não ensaio muito antes de ser contratada, não é?Ben Moody - Sim, até porque antes do contrato éramos Amy e eu. Uma ou duas vezes por ano reuníamos os amigos para um show, mas isso era tudo.E como vocês conseguiram o contrato, tocando um ou duas vezes por ano?Ben Moody - Aconteceu de estarmos em Memphis, masterizando um CD de demonstração, e um engenheiro nos ouviu, por mero acaso, e gostou. Levou umas cópias do CD dizendo que ia mostrar para algumas pessoas do meio e ficou com nosso telefone. Um dia, recebemos uma ligação nos chamando de Nova York, três dias depois estávamos contratados. E então, levando dois anos para lançar o disco (risos).
Por que levaram tanto tempo?
Ben Moody - Foi estratégia da gravadora que nos mudou de Little Rock para Los Angeles, onde escrevemos as músicas e levamos a vida que todos levam em L.A. Fizemos isto durante dois anos. Somente depois gravamos o Fallen.
Então, o que fizeram foi lhes dar tempo e espaço para trabalhar as músicas?
Ben Moody - Sim. É claro que não concordamos com isso durante todo o tempo, porque às vezes nos sentíamos mortalmente entediados. Se você pega um contrato, quer que as coisas rolem de pressa. Mas se fizéssemos assim, tenho certeza que o resultado seria pavoroso. No final, o que perdemos com a demora? Escrevemos 80 por cento do Fallen durante aqueles dois anos, e agora sou um veterano de 22 anos. Não é como já ter 30 anos ou coisa assim.
SCANS
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Transcrição: André Veloso